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Projeto da Fiocruz Piauí investiga saúde quilombola e valoriza memórias de comunidades piauienses

Publicado em 03/08/2026

Projeto da Fiocruz Piauí investiga saúde quilombola e valoriza memórias de comunidades piauienses

Pesquisa realizada nas comunidades Lagoas e Umburana tem atenção especial à saúde das mulheres e inclui a produção de documentários sobre as origens e vivências quilombolas.

A equipe da Fiocruz Piauí, do Núcleo de Pesquisa Materno Infantil, esteve nas comunidades quilombolas Lagoas e Umburana para desenvolver as atividades do projeto “Saúde na APS como Resistência Quilombola Piauiense”, iniciativa voltada à pesquisa sobre as condições de saúde da população quilombola e sua relação com a Atenção Primária à Saúde (APS).


O trabalho busca compreender as necessidades, experiências e desafios enfrentados pelos moradores dessas comunidades no acesso aos serviços de saúde, com atenção especial à realidade das mulheres quilombolas. Durante as visitas, foram realizadas atividades de escuta, diálogo e levantamento de informações junto às comunidades, respeitando seus saberes, modos de vida e formas tradicionais de cuidado.


A pesquisa considera que a promoção da saúde nos territórios quilombolas deve ir além do atendimento clínico, reconhecendo fatores históricos, sociais, culturais e territoriais que influenciam diretamente a qualidade de vida da população. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde representa uma importante ferramenta de resistência, acolhimento e garantia de direitos.


Além das ações de pesquisa, o projeto realizou documentários destinados a registrar e valorizar as origens, as memórias e as vivências das comunidades Lagoas e Umburana. As produções audiovisuais reúnem relatos de moradores, lideranças e pessoas mais velhas, preservando histórias que atravessam gerações e fortalecem a identidade quilombola.


Ao integrar ciência, memória e participação comunitária, o projeto reforça o compromisso da Fiocruz Piauí com a produção de conhecimento construído de forma conjunta com os territórios. A iniciativa também contribui para dar visibilidade às demandas das comunidades quilombolas e subsidiar políticas públicas de saúde mais inclusivas, humanas e adequadas às diferentes realidades do estado.


O projeto evidencia que cuidar da saúde quilombola também significa proteger a história, reconhecer os saberes ancestrais e fortalecer a resistência de comunidades que mantêm vivas suas tradições, identidades e vínculos com o território.


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